domingo, 24 de janeiro de 2010

EUA e China,um está perdendo e o outro está vencendo.

Créditos de: Resistir.info
por James Petras [*]

O capitalismo asiático, nomeadamente a China e a Coreia do Sul, estão competindo com os EUA pelo poder global. O poder global asiático é conduzido pelo crescimento económico dinâmico, ao passo que os EUA prosseguem uma estratégia de construção de império conduzida pelo poder militar

Leitura de um dia do Financial Times

Mesmo uma leitura superficial de um único número do Financial Times (28/Dezembro/2009) ilustra as estratégias divergentes rumo à construção do império. Na primeira página, o artigo principal sobre os EUA é sobre os seus conflitos militares em expansão e a sua 'guerra ao terror', intitulado "Obama pede revisão da lista do terror" ("Obama Demands Review of Terror List"). Em contraste, há duas páginas de artigos sobre a China, os quais descrevem o lançamento pela China do mais rápido serviço de comboio de passageiros de longa distância e a decisão da China de manter a sua divisa ligada ao US dólar como mecanismo para promover o seu robusto sector exportador. Enquanto Obama vira o foco central dos EUA para a quarta frente de batalha (Yemen) na 'guerra ao terror' (após o Iraque, Afeganistão e Paquistão), o Financial Times relata na mesma página que um consórcio sul coreano ganhou um contrato de US$20,4 bilhões de dólares para desenvolver centrais nucleares civis para os Emirados Árabes Unidos, batendo os seus competidores estado-unidenses e europeus.

Na página dois do FT há um artigo mais extenso a acrescentar pormenores sobre o novo sistema ferroviário chinês, destacando a sua superioridade sobre o serviço ferroviário dos EUA. O ultra-moderno comboio chinês transporta passageiros entre as duas maiores cidades, 1.100 quilómetros, em menos de 3 horas, ao passo que o Amtrack 'Express' dos EUA gasta 3 horas e meia para cobrir 300 quilómetros entre Boston e Nova York. Enquanto o sistema ferroviários estado-unidense deteriora-se por falta de investimento e manutenção, a China gastou US$17 bilhões de dólares para construir a sua linha expressa. A China planeia em 2012 construir 18 mil quilómetros de novas vias para o seu sistema ultra-moderno, enquanto os EUA gastarão uma quantia equivalente para financiar a sua 'escalada militar' no Afeganistão e Paquistão, bem como a abertura de uma nova guerra no Yemen.

A China construi um sistema de transporte ligando produtores e mercados de trabalho das províncias interiores aos centros manufactureiros e portos na costa, enquanto na página 4 o Financial Times descreve como os EUA está preso à sua política de confrontar a 'ameaça islâmica' como uma infindável ' guerra ao terror'. As décadas de guerras e ocupações de países muçulmanos desviaram centenas de milhares de milhões de dólares de fundos públicos para uma política militarista sem benefício para os EUA, ao passo que a China moderniza a sua economia civil. Enquanto a Casa Branca e o Congresso subsidiavam e saciavam o estado militarista-colonial de Israel com a sua insignificante base de recursos e de mercado, alienando 1,5 bilhões de muçulmanos, [1] o produto interno bruto (PIB) da China crescia 10 vezes mais ao longo dos últimos 26 anos. [2] Enquanto os EUA concediam mais de US$1,4 trilhões à Wall Street e aos militares, aumentando os défices fiscais e em conta corrente, duplicando o desemprego e perpetuando a recessão, [3] o governo chinês libertava um pacote de estímulo destinado aos seus sectores internos da manufactura e da construção, levando a um crescimento do 8% do PIB, a uma redução significativa do desemprego e à 'reactivação de economias ligadas' na Ásia, América Latina e África. [3]

Enquanto os EUA gastavam tempo, recursos e pessoal em promover 'eleições' para os seus clientes corruptos no Afeganistão e no Iraque, e participar em inúteis mediações entre o seu intransigente parceiro israelense e o seu impotente cliente palestino, o governo sul coreano apoiou um consórcio encabeçado pela Korea Electric Power Corporation na sua proposta vencedora de US$20,4 bilhões no contrato da central nuclear, abrindo o caminho para outros contratos de milhares de milhões de dólares na região. [4]

Enquanto os EUA gastavam mais de US$60 bilhões de dólares em policiamento interno e na multiplicação do número e dimensão das suas agência de 'segurança interna' em busca de potenciais 'terroristas', a China estava a investir US$25 bilhões de dólares para 'cimentar as suas relações no comércio de energia' com a Rússia. [5]

A história contada pelos artigos e títulos do número de apenas um dia do Financial Times reflecte uma realidade mais profunda, uma realidade que ilustra a grande divisão do mundo de hoje. Os países asiáticos, conduzidos pela China, estão a atingir o status de potência mundial com base nos seus maciços investimentos internos e no estrangeiro em manufactura, transporte, tecnologia, mineração e processamento de minérios. Em contraste, os EUA é uma potência mundial em declínio com uma sociedade em deterioração resultante da sua construção imperial baseada no poder militar e da sua economia centrada nas finanças-especulação.

1- Washington busca clientes militares menores na Ásia; ao passo que a China expande o seu comércio e acordos de investimento com grandes parceiros económicos – Rússia, Japão, Coreia do Sul e por aí além.

2- Washington drena a economia interna para financiar guerra além-mar. A China extrai recursos minerais e energéticos para criar o seu mercado interno de empregos na manufactura.

3- Os EUA investem em tecnologia militar para alvejar insurgentes locais em desafio aos seus regimes clientes; a China investe em tecnologia civil para criar exportações competitivas.

4- A China começa a reestrutura a sua economia rumo ao desenvolvimento do interior do país e estabelece maiores gastos sociais para corrigir seus desequilíbrios e desigualdades brutais enquanto os EUA resgatam e reforçam o seu sector financeiro parasita, o qual saqueou as indústrias (despojamento de activos através de fusões e aquisições) e especula em objectivos financeiros sem qualquer impacto sobre o emprego, a produtividade e a competitividade.

5- Os EUA multiplicam guerras e acumulações de tropas no Médio Oriente, Sul da Ásia, Corno da África e Caribe; a China proporciona investimentos e empréstimos de mais de US$25 bilhões para a construção de infraestrutura, extracção de minérios, produção de energia e instalações de montagem na África.

6- A China assina acordos de comércio e investimento de muitos milhares de milhões de dólares com o Irão, Venezuela, Brasil, Argentina, Chile, Peru e Bolívia, assegurando acesso a recursos energéticos, minerais e agrícolas estratégicos; Washington proporciona US$6 bilhões de ajuda militar à Colômbia, assegura sete bases militares do presidente Uribe (para ameaçar a Venezuela), apoia um golpe militar na minúscula Honduras e denuncia o Brasil e a Bolívia por diversificarem os seus laços económicos com o Irão.

7- A China aumenta relações económicas com economias latino-americanas dinâmicas, que incorporam mais de 80% da população do continente; os EUA fazem parceria com o estado fracassado do México, o qual tem o pior desempenho económico do hemisfério e onde poderosos carteis da droga controlam regiões vastas e penetram profundamente o aparelho de estado.

Conclusão

A China não é um país capitalista excepcional. Sob o capitalismo chinês, o trabalho é explorado; as desigualdades de riqueza e de acesso aos serviços são desenfreadas; agricultores camponeses são deslocados por projectos de mega-barragens e companhias chinesas implacavelmente extraem minérios e outros recursos naturais no Terceiro Mundo. Contudo, a China criou milhões de empregos manufactureiros, reduziu a pobreza mais rapidamente e para mais pessoas no mais curto intervalo de tempo da história. Os seus bancos financiam principalmente a produção. A China não bombardeia ou devasta outros países. Em contraste, o capitalismo estado-unidense foi comprometido numa monstruosa máquina militar global que drena a economia interna e reduz o padrão de vida interna a fim de financiar as suas infindáveis guerras no estrangeiro. As finanças, o imobiliário e o capital comercial minam o sector manufactureiro, retirando lucros da especulação e de importações baratas.

A China investe em países ricos em petróleo; os EUA atacam-nos. A China vende pratos e balões para festas de casamentos afegãs; aviões sem piloto dos EUA lançam bombas sobre as celebrações. A China investe em indústrias extractivas, mas, ao contrário dos colonialistas europeus, constrói rodovias, portos, campos de aviação e proporciona crédito fácil. A China não financia nem arma guerras étnicas e 'rebeliões coloridas" como a CIA dos EUA. A China auto-financia o seu próprio crescimento, comércio e sistema de transportes; os EUA afundam sob uma dívida de muitos bilhões de dólares para financiar suas guerras infindáveis, salvar os seus bancos da Wall Street e impulsionar sectores não produtivos enquanto muitos milhões permanecem desempregados.

A China atrai os consumidores do mundo. As guerras globais dos EUA provocam terroristas aqui e lá fora.

A China pode deparar-se com crises e mesmo rebeliões de trabalhadores, mas ela tem os recursos económicos para acomodá-los. Os EUA estão em crise e podem enfrentar rebeliões internas, mas esgotou o seu crédito e as suas fábricas estão todas lá foram e as suas bases e instalações militares além-mar são passivos, não activos. Há cada vez menos fábricas nos EUA para reempregar os seus trabalhadores desesperados. Uma sublevação social poderia ver os trabalhadores americanos a ocuparem as instalações vazias das suas antigas fábricas.

Para tornarmo-nos um 'estado normal' temos de começar tudo outra vez. Fechar todos os bancos de investimento e bases militares no estrangeiro e retornar à América. Temos de começar a longa marcha rumo à reconstrução industrial para atender às nossas necessidades internas, viver dentro do nosso próprio ambiente natural e renunciar à construção do império em favor da construção de uma república socialista democrática.

Quando folhearemos o Financial Times ou outro jornal qualquer e leremos acerca da nossa própria ferrovia de alta velocidade a transportar passageiros americanos de Nova York para Boston em menos de uma hora? Quando será que as nossas próprias fábricas fornecerão material nosso às lojas? Quando construiremos geradores de energia eólicos, solares e baseados no oceano? Quando abandonaremos as nossas bases militares e deixaremos os senhores da guerra, os traficantes de droga e os terroristas do mundo enfrentarem a justiça dos seus próprios povos?

Será que alguma vez leremos acerca disto no Financial Times ?

Na China, tudo começou com uma revolução...
03/Janeiro/2010

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Segundo o cientista, a desaceleração vai tornar os dias e as noites cada vez mais longos até a parada total, e causará enchentes, terremotos e muita f

Segundo o cientista, a desaceleração vai tornar os dias e as noites cada vez mais longos até a parada total, e causará enchentes, terremotos e muita fome.
A Terra está parando

14.01.2010
Geofísico: é de longe o maior problema imediato da humanidade

Geofísico: é de longe o maior problema imediato da humanidade

A cada dia que passa, alguém descobre mais uma evidência de que o mundo vai acabar. Dessa vez foi o geofísico Joseph Jankowski, que declarou, no Alaska, que a rotação do planeta está desacelerando rapidamente, e que ela vai parar daqui a três anos.

Segundo o cientista, a desaceleração vai tornar os dias e as noites cada vez mais longos até a parada total, e causará enchentes, terremotos e muita fome.

“É de longe o maior problema imediato da humanidade”, disse o pesquisador.

Os cientistas desconfiam há tempos que a rotação da Terra está ficando mais lenta. Estima-se que há três bilhões de anos, o dia durava 13 horas. Hoje, uma rotação completa em seu eixo leva 23 horas, 56 minutos e 4, 091 segundos.

As teorias mais antigas apontavam que os dias estavam ficando apenas 0,002 segundos mais longos a cada século. Mas agora, sistemas de medição mais sofisticados mostram um cenário muito mais dramático.

“No verão de 2011, um dia vai durar 38,6 horas”, disse Jankowski. Segundo seus cálculos, o mundo vai parar no dia 16 de Janeiro de 2013. Isso é, se não tiver acabado dia 21 de Dezembro de 2012, como preveem profecias e filmes ruins.

Com o fim da rotação, teremos um dia permanente num lado do planeta, e uma noite eterna no outro. “Os azarados que acabarem no lado escuro da Terra estarão num mundo cinzento e gelado. Todas as plantas morrerão em semanas, e a fome será inigualável”.

Mas quem acabar no lado ensolarado também não terá sorte. As placas continentais vão se mexer, e terremotos e tsunamis de proporções catastróficas matarão bilhões. O ciclo de vida de animais e plantas também será totalmente afetado pelo dia incessante, criando uma bola de neve de descontrole do ecosistema.

A maioria dos cientistas diz que não há motivos para pânico até que o fenômeno seja estudado com profundidade, mas Jankowski avisa: os governos deviam começar a pensar em como reagir diante dessa catástrofe inevitável o quanto antes.
FONTE

Terremoto no Brasil

A hipótese de um terremoto de consequências graves no Brasil é muito rara mas não pode ser descartada, segundo George Sand França, chefe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (Obsis- UnB). Em entrevista à BBC Brasil, França enumera uma série de fatores que poderiam influenciar no resultado de um tremor em território brasileiro, como o aumento da densidade populacional, a falta de estruturas resistentes a abalos e comparações com catástrofes ocorridas em locais com características geológicas semelhantes.

Um dos exemplos citados pelo especialista é a série de terremotos que atingiu a cidade de New Madrid, hoje no Estado americano do Missouri, entre 1811 e 1812. Os tremores chegaram a ser sentidos em Nova York e Boston, a milhares de quilômetros de distância.

“Esses abalos atingiram até 8,2 graus na escala Richter em uma área que fica no meio da placa norte-americana e não nos seus limites, onde é mais comum ocorrerem terremotos fortes”, disse França. “Deveria servir de alerta para o Brasil porque o país também está no meio de uma placa, a sul-americana, cujos limites estão no meio do Oceano Atlântico, a leste, e na costa dos países do Pacífico, a oeste.”

Mais pessoas
Desde o início das primeiras medições instrumentais, no início da década de 50, o tremor mais forte já registrado no Brasil atingiu 6,2 graus e ocorreu em 1955 em Porto dos Gaúchos (MT). “Hoje, a concentração demográfica da região é muito maior, então dá para se imaginar o que pode acontecer se houver um terremoto igual novamente”, afirmou França. “E vai haver outro. Não sei quando – posso até nem estar mais vivo – mas vai haver.”

Segundo o especialista, a qualidade das construções também precisa ser revista para se reduzir a possibilidade de uma catástrofe. “É preciso lembrar que no Brasil um terremoto entre 4,0 e 5,0 graus tem um impacto muito forte, já que não temos a estrutura do Japão e dos Estados Unidos para fazermos construções mais resistentes a abalos, e porque falta uma boa fiscalização das construções”, afirmou o especialista.

Em 2007, um tremor de 4,9 graus atingiu as cidades de Caraíbas e Itacarambi (MG), destruindo várias casas e matando uma menina de 5 anos. Foi a primeira vez que um tremor deixou uma vítima fatal no país. “Essa morte ocorreu porque a casa onde a menina morava não estava preparada para o sismo”, explicou França.

Investimentos

Já para o britânico Julian Bommer, professor de avaliação de risco de terremotos do Imperial College, de Londres, a frequência e a intensidade dos tremores no Brasil não justificam um investimento em estruturas específicas para resistir a abalos. “É melhor gastar com a proteção a incidentes mais comuns e urgentes no país, como a violência e as inundações”, afirmou ele à BBC Brasil. “Apenas para estruturas mais críticas, como barragens e usinas nucleares, deveria se investir em construções anti-sísmicas.”

Bommer, no entanto, endossa a ideia de que, apesar de ser uma possibilidade muito pequena, o Brasil pode estar sujeito a um terremoto de consequências graves. “É preciso lembrarmos que os tremores ocorrem em intervalos que podem ser de séculos, e que nos 500 anos do Brasil ainda não se experimentou um abalo muito forte”, explicou.

fonte: terra

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Sismicidade Brasileira

A idéia propagada por muito tempo de um Brasil essencialmente estável, livre da ocorrência de terremotos é errônea. A sismicidade brasileira é modesta se comparada a da região andina, mas é significativa porque aqui já ocorreram vários tremores com magnitude acima de 5,0 indicando que o risco sísmico em nosso país não pode ser simplesmente ignorado.

Dezenas de relatos históricos sobre abalos de terra sentidos em diferentes pontos do país e eventos como o do Ceará (1980/mb=5.2) e a atividade de João Câmara,RN (1986/mb=5.1) mostram que os sismos podem trazer danos materiais, ocasionar transtornos à população e chegar, em alguns casos, a levar pânico incontrolável às pessoas.

Afortunadamente, tremores maiores como o de Mato Grosso (1955/mb=6.6), litoral do Espirito Santo (1955/mb=6.3) e Amazonas (1983/mb=5.5) ocorreram em áreas desabitadas.

Mas os terremotos podem surgir a qualquer momento e em qualquer lugar. Assim, não é impossível que algum dia um sismo de conseqüências graves acabe por atingir uma cidade brasileira. A sismologia ainda não consegue predizer com sucesso os terremotos, eles podem acontecer a qualquer hora e lugar.

Magnitude

>= 6.5
5.5 – 6.4
4.5 – 5.4
3.5 – 4.4

Intensidade

>= IV
< IV
Zona de sismos profundos




Este mapa contém dados sobre tremores de terra, com magnitude 3.0 ou mais, ocorridos no Brasil, desde a época da colonização, até 1996. As informações mais antigas, indicadas por triângulos, são chamadas históricas, e foram obtidas após um longo e minucioso trabalho de pesquisa em bibliotecas, livros, diários e jornais. O livro “Sismicidade do Brasil” de J.Berrocal et all,1984, contém detalhes destas informações.

Os dados epicentrais, indicados por círculos, são relativamente mais novos e foram obtidos por equipamentos sismográficos.

Por que são poucos e normalmente pequenos os tremores de terra no Brasil

A teoria da Tectônica de Placas ensina que as regiões onde acontecem mais terremotos correspondem as bordas ou limites das placas e, no interior das mesmas, a sismicidade é relativamente mais branda, porque o acúmulo de esforços, que acaba produzindo o terremoto ocorre de forma mais lenta. Neste contexto, o Brasil teve a “sorte” de situar-se praticamente no interior da Placa Sul-Americana, distante de seus bordes leste e oeste, respectivamente representados pela Cadeia Meso-Atlântica e a zona de subducção da faixa andina.

Comparativamente, o Acre é o estado que apresenta o maior nível de atividade, tanto em número quanto no tamanho dos sismos, mas sua origem é distinta da sismicidade do restante do país. Para explicar este fato é preciso considerar que, o movimento relativo entre a Placa de Nazca, que mergulha por debaixo da Placa Sul-Americana, produz constantes terremotos cujos focos vão se aprofundando da costa do Pacífico, em direção ao interior do continente (veja o texto sobre Tectônica de Placas). Na área correspondente ao limite entre o Perú e o estado do Acre, os terremotos acontecem a grandes profundidades e, mesmo os de maiores magnitudes, têm seus efeitos na superfície do terreno.

A grande parte dos sismos brasileiros é de pequena magnitude ( 4.5). Comumente eles ocorrem a baixa profundidade ( 30 km) e, por isso, são sentidos até poucos quilômetros do epicentro. Este é, quase sempre, o padrão de sismicidade esperado para regiões de interior de placas. No entanto, a história tem mostrado que, mesmo nestas “regiões tranquilas”, podem acontecer grandes terremotos. O leste dos Estados Unidos, com nível de atividade sísmica equivalente a do Brasil, foi surpreendido, no século passado, pela ocorrência de super-terremotos com magnitudes em torno de 8.0.

É preciso investigar regiões intra-placas com maior detalhe em nível global. Pouco se sabe, ainda, sobre o estado de esforços nestas áreas. Considerando que nelas, são mais longos os períodos de recorrência de grandes terremotos, as regiões intra-placas se tornam, também, áreas potencialmente perigosas para sismos catastróficos.

fonte: unb

fim dos tempos 2

Nova data para o fim do mundo II



Na sequência do meu último post, trago aqui uma visão mais pessoal sobre o assunto. Quando tinha 10 ou 11 anos ouvi na escola que o mundo ia acabar. Ao chegar a casa perguntei à minha mãe se era verdade. Ela, sabiamente, respondeu-me que o “mundo” iria acabar naquele dia para algumas pessoas como já tinha acabado, antes, para outras. Desde aí lembro-me de três ou quatro ocasiões que me confrontei com esse tipo de notícias. A mais marcante foi quando passava férias em Espanha em 11 de Agosto de 1999. Esta data foi muito focada pela comunicação social, foi o último eclipse do século e segundo me lembro houve quem abandonasse os seus negócios e até foram registados suicídios, etc…

Foi este poema de Nostradamus que supostamente serviu de base à suposição do fim do mundo nessa data:

Em 1999 e sete meses,
do céu virá um grande rei do terror.
Ressuscitará o grande rei D’ANGOLMOIS.
Antes que Marte reine pela felicidade.

É curioso recordar como é que estas coisas se passaram. Ainda agora se podem ver sites que falam da previsão falhada de 1999 aqui, aqui, aqui e aqui. A última vez que ouvi falar do fim do mundo foi ainda há pouco tempo, quando fui a uma escola a Urgeses dar uma palestra. Quando fui recebido pela professora que me convidou disse-me que os alunos estavam ansiosos porque tinha ocorrido um terramoto naquele dia, do qual eu nem tinha ouvido falar, e que lhes tinham dito que o mundo ia acabar. Actualmente, a data mais falada é o dia 21 de Dezembro de 2012. Tal convicção advém de um suposto alinhamento Galáctico, seja lá o que isso for! No entanto, pode ser que ocorra antes - veja por exemplo a posição do Sol no dia 21 de Dezembro de 2012 (em cima) e compare-o com a posição no dia 22 de Dezembro de 2011 (em baixo). É assustador. Quem sabe se já não chegaremos sequer a 2012!?

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O grande buraco negro e o futuro do dólar

O grande buraco negro e o futuro do dólar
Créditos de: Resistir.info
por F. William Engdahl[*]
Durante meses o governo dos EUA insistiu em que o pior da "recessão" está chegando ao fim e que os primeiros sinais da retomada estão à vista. A realidade é o oposto. A crise financeira que começou em agosto de 2007 no pequeno segmento de "sub-prime", ou de alto risco, relativo ao mercado de dívidas hipotecárias de US$ 20 bilhões, está agora se espalhando, legalmente, para o segmento "prime", ou de alta qualidade. A economia da única superpotência mundial está se tornando cada vez mais parecida com a do Império Romano no século IV, quando este colapsou em anarquia, dívidas e caos.

As nações do mundo estão tomando medidas para se afastar da dependência do dólar. China, Rússia, Brasil e Cazaquistão estão em busca de uma nova moeda para as reservas. A China está silenciosamente fazendo acordos bilaterais de swap de moedas com parceiros comerciais asiáticos, assim como a América Latina e os antigos países da União Soviética. A principal moeda comercial da Área de Livre Comércio China-ASEAN [1] provavelmente não será o dólar. Na América Latina, os países da ALBA [2] estão mudando do dólar para o sucre como divisa do comércio, a partir de janeiro de 2010. O Mercosul passará a recusar o dólar no comércio exterior em 2011.

Para a divisa de reserva mundial, o pior ainda está por vir.

A REALIDADE ECONÔMICA DOS EUA

A realidade da economia americana é o oposto da propaganda da Wall Street.

Em termos econômicos reais, a economia dos EUA já está numa depressão. A economia americana vive sua pior contração desde a primeira derrocada da Grande Depressão no início dos anos 30.

Como um antigo funcionário do Tesouro no governo Reagan recentemente declarou: "Não sobrou economia para recuperar. A economia manufatureira dos EUA foi perdida para as exportações e para a ideologia do livre comércio. Foi substituída por uma "Nova Economia" mítica baseada em serviços. Foi alimentada pelas taxas de juros artificialmente baixas do Federal Reserve, que produziram uma bolha imobiliária, e pela desregulamentação financeira do 'mercado livre', o que liberou os gânsters financeiros para atingir novas alturas de alavancagem de débito e produtos financeiros fraudulentos".

Quando esta economia "virtual" entrou em colapso, a riqueza dos americanos investida em imóveis, pensões e poupança também colapsou. A economia da dívida levou os americanos a alavancarem seus ativos. Eles refinanciaram suas casas e gastaram o capital. Gastaram seu limite em numerosos cartões de crédito. Trabalharam em tantos empregos quantos puderam. A elevação das dívidas e os múltiplos rendimentos familiares mantiveram a economia americana nas últimas duas décadas.

Agora, subitamente, os americanos já não podem tomar empréstimos para gastar. Estão afogados em dívidas. Os empregos estão desaparecendo. O consumo americano, aproximadamente 70% do PIB, está morto. Os americanos que ainda têm empregos estão poupando para se prevenir da possibilidade da perda do emprego. Milhões estão sem lar. Mais de 14% de todas as hipotecas domésticas estão em incumprimento ou pelo menos com um pagamento atrasado, um recorde histórico. A tendência é piorar. Alguns estão morando com suas famílias e amigos; outros estão vivendo em cidades de tendas.

O declínio atual da economia está longe de acabar. Este declínio continuará até se deteriorar, será extremamente prolongado, extremamente profundo e não responderá aos estímulos econômicos tradicionais. A economia dos EUA está presa numa clássica "armadilha da dívida" do Terceiro Mundo.

A economia Americana sofre de severos problemas estruturais ligados à relação dívida/rendimento do consumidor. As famílias não conseguem acompanhar a inflação e já não podem contar com o aumento excessivo da dívida para encontrar expedientes para manter o padrão de vida. As questões estruturais não estão sendo tratadas pelos programas de estímulos de Obama. Elas não podem ser tratadas sem uma mudança significativa e fundamental nas políticas econômicas e comerciais do governo, as quais na melhor das hipóteses ainda arrastarão a depressão econômica durante muitos anos. Desde 2007 os consumidores americanos têm poupado para liquidar as suas enormes dívidas de cartão de crédito, automóvel e moradia. Eles não estão consumindo e não consumirão por um longo tempo. Nos últimos 12 meses eles reduziram sua dívida em impressionantes US$ 2 bilhões. Isso reduziu seriamente o crescimento econômico, e é o motor da depressão. Não há opção.

Se calcularmos os dados sem a manipulação oficial ou maquilagem contábil, a estimava real de desemprego está hoje acima de 22%, não os 10% oficiais. O PIB está declinando à taxa mais severa desde a Segunda Guerra Mundial e a aproximar-se rapidamente dos níveis da Grande Depressão.

A produção manufatureira dos EUA está entrando em colapso. Os níveis da dívida familiar são os mais altos da história americana, acima de 300% do rendimento disponível. A dívida corporativa é igualmente alta. A dívida governamental atingiu seu record e logo alcançará 100% do PIB. A economia dos Estados Unidos foi apanhada na armadilha da dívida que ela mesma fabricou.

PERSPECTIVAS PARA O DÓLAR

A partir de 1985, quando os EUA passaram à posição de devedor líquido pela primeira vez desde a Primeira Guerra Mundial, tornaram-se o maior devedor líquido mundial. Em janeiro de 2009, a posição de investimento internacional líquido dos EUA foi de US$ 3,47 bilhões, segundo o Departamento de Comércio. Isso representa a diferença entre o valor dos ativos americanos na posse de estrangeiros (US$ 23,36 bilhões) e o valor dos ativos estrangeiros na posse de americanos (US$ 19,89 bilhões). Os EUA, como entidade singular, pública e privada, deve ao mundo US$ 3,47 bilhões. A maior parte disso é para a China, assim como para Japão e Rússia. Os EUA são hoje uma superpotência militar mas um anão econômico. Apenas em 2008, a dívida líquida dos EUA aumentou de US$ 1,33 bilhões, ou 62%. A tendência não é melhorar, já que salvamentos bancários e outras proteções econômicas ficam mais caras. Os estrangeiros agora detêm cerca de 50% da dívida publicamente declarada do governo federal. Se os investidores estrangeiros reduzirem significativamente as suas compras de futuros títulos do Tesouro americano, as taxas de juros dos EUA aumentarão e o dólar desabará. O status de devedor líquido dos Estados Unidos com estrangeiros está no nível mais alto da história americana.

A principal fonte de apoio ao dólar vem dos países com excedente comercial com os EUA, cujos bancos tem poucos lugares mais seguros para investir esses dólares do que a dívida governamental dos EUA. Os maiores compradores de dívida em dólar no passado recente, por diferentes razões, foram os bancos centrais da Rússia, Japão, e, muito à frente dos outros – o Banco Popular da China.

O modelo americano de défices comerciais e de transações correntes não é sustentável. Ninguém pode dizer quando o dólar cairá ainda mais, mas deve cair nos próximos meses. Somente uma guerra dramática e inesperada poderá concebivelmente comprar um pouco mais de tempo para o dólar. E mesmo isso não é certo, tamanhos são os déficits.

Os Estados Unidos estão hoje presos numa armadilha mortal de dívidas, assim como a Argentina e outros países do Terceiro Mundo estiveram nos anos 80. Mas isso não é tudo. As perspectivas de que os déficits do Governo Federal dos EUA continuem são também extremamente negativas.

CONCLUSÃO

O orçamento do governo americano saltou de US$ 455 bilhões em 2008 para US$ 2 trilhões este ano, com outros US$ 2 trilhões para 2010. Obama acaba de intensificar a cara guerra no Afeganistão, e iniciou uma nova guerra no Paquistão. Não há maneira de financiar esses déficits a menos que se imprima dinheiro.

O orçamento do governo americano está deficitário em 50%. Isso significa que metade de cada dólar que o governo federal gasta tem que ser tomado emprestado ou impresso. Mas o mundo está ficando cada vez menos predisposto a emprestar US$ 2 bilhões por ano a Washington.

O maior credor dos EUA, a China, está avisando Washington para proteger os investimentos da China na dívida americana, e discutindo uma nova moeda de reserva para substituir o dólar antes que ele colapse. A China está gastando seus dólares americanos na aquisição de ouro e estoques de matérias-primas.

De acordo com fontes bem posicionadas na Arábia Saudita, tem havido reuniões secretas nos últimos meses entre os principais produtores de petróleo árabes, inclusive a Arábia Saudita, e, segundo informações, também a Rússia, com os principais países consumidores de petróleo, incluindo dois ou três dos maiores países importadores de petróleo – China e Japão. O seu projeto é criar silenciosamente a base para quebrar a longa "regra de ferro", que já dura 65 anos, de vender petróleo só em dólares americanos. Isso iria ser catastrófico para o papel do dólar.

Nada na política econômica de Obama é direcionado a salvar o dólar americano. A política de Obama, como a de Bush antes dele, é controlada pela Wall Street e pela indústria armamentista. A economia americana caminha para a depressão severa e o dólar irá junto, a menos que haja uma nova Guerra mundial, que Deus proíba.

Notas:
[1]- Association of Southeast Asian Nations (Associação das Nações do Sudoeste Asiático)
[2]- Alianza Bolivariana de los Pueblos de América

[*] Autor de Um século de guerras: a política petrolífera anglo-americana e a nova ordem mundial (A Century of War: Anglo-American Oil Politics and the New World Order), publicado em oito línguas. É um dos mais amplamente analistas da evolução política e econômica atual, seus artigos e análises aparecem em vários jornais e revistas, e websites de grande repercussão. Além de discutir a geopolítica do petróleo e questões energéticas, escreveu sobre assuntos de agricultura, GATT, OMC, FMI, energia, política e economia por mais de 30 anos, desde o primeiro choque do petróleo e da crise mundial de cereais no início da década de 70. Seu livro Sementes da destruição: a agenda secreta da manipulação genética (Seeds of Destruction: The Hidden Agenda of Genetic Manipulation) documenta a tentativa de controlar o abastecimento de alimentos às populações mundiais. Ganhou o prémio 'Project Censored Award' para as Histórias mais Censuradas de 2007-08. Depois de se licenciar em política pela Universidade de Princeton (EUA), e de estudos em economia comparada na Universidade de Estocolmo, trabalhou como economista independente e jornalista de investigação em Nova Iorque, e mais tarde na Europa. É Investigador Associado no respeitado Global Research Center (www.globalresearch.ca) de Michel Chossudovsky e Professor Visitante Convidado na Universidade de Tecnologia Química em Pequim. Engdahl colabora regularmente com várias publicações internacionais sobre assuntos econômicos e políticos. Seu sítio web: www.engdahl.oilgeopolitics.net

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Crise em andamento.

Créditos de: Canal krishnamurtibrnew

A economia e a sociedade nos EUA no presente momento estão flutuando sobre a premissa falsa de que é possível se emprestar perpetuamente somas crescentes de moeda com o mundo inteiro, para se fazer o pagamento de importações sempre crescentes de manufaturados e de energia, enquanto o preço destas importações uniformemente se eleva.

Em particular a economia e a vida política flutuam sobre a noção de que dinheiro livre (petro-dólares fiat e notas do Tesouiro dos EUA) serão sempre capazes de comprar importações de energia de países estrangeiros. [fiat money= moeda emitida sem lastro]
Mas estas coisas boas não duram para sempre e assim a trapaça dos petro-dólares livres dos EUA é uma condição transitória. Uma vez que o dólar perca seu status de moeda de reserva do mundo baseado em seu papel como petro-dólar (como está acontecendo agora) o fluxo de energia de graça para os EUA irá cessar e grande parte da economia dos EUA será forçada a fechar.

Cortes no fornecimento de combustíveis irão precipitar cortes no fornecimento de alimentos, remédios, e incontáveis items de consumo. Desperdício de eletricidade, gasolina, e água, colapso em sistemas de transporte e de outras infra-estruturas, hiper-inflação, fechamento generalizado de empresas e demissões em massa, junto com uma boa quantidade de desespero, confusão, violência e ações fora da lei. Além do mais, não há nenhuma evidência de que a elite governante dos EUA tenha quaisquer planos em larga escala de resgate ou programas de tecnologia inovadora com a qual evitar a catástrofe socio-econômica que se avizinha, e nem a sociedade nos EUA dá sinais de qualquer milagre de coesão social durante a implosão econômica pendente.

A sociedade nos EUA é baseada no dinheiro. No colapso econômico que se aproxima a elite governante está já incentivando o colapso ao forçar quantidades excessivas de dinheiro (crédito) virtual no sistema bancário. O resultado será hiper-inflação, o que varre de uma vez as poupanças. Com a escalada dos preços do petrõleo e outras importações, isto será acompanhado por desemprego em massa, o que faz varrer os salários. O resultado é uma população que se encontra por toda parte sem um tostão.

Uma vez que a maior parte dos empregos nos EUA está no setor privado, a transição para o desemprego permanente de grande parte da força de trabalho é provável que venha a ser súbita, na medida em que os negócios rapidamente expelem trabalhadores num esforço para se manter viáveis, ou cair em liquidação.



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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

a beira do caos

Documentário: As Vozes da Maioria Silenciada (Occupation 101)
Créditos de: Canal krishnamurtibrnew

Conheça a história mais infame de nosso tempo! Definitivamente, o premiadíssimo "Ocupação 101 - A Voz da Maioria Silenciada" é o melhor documentário para se entender o conflito entre Israel e a Palestina. Trata-se aqui também, de um dos documentários mais baixados no planeta. Um discurso esclarecedor e corajoso. Com certeza, depois dele você verá o conflito de uma maneira muito mais lúcida. Roubo de terra, prisões sem julgamento, estupros, assassinatos, humilhações, brutalidade banalizada, covardia e desonestidade. Depois de assistir a esse documentário você poderá se questionar, "POR QUE EU NÃO SABIA DISSO?" "O maior inimigo do conhecimento não é a ignorância... é a ilusão do conhecimento"

Postado por NRG às 23:54

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Paciência de Israel para com o Irã diminui.

Paciência de Israel para com o Irã diminui
Der Spiegel
Dieter Bednarz, Erich Follath e Christoph Schult
Os líderes do Irã continuam a rejeitar compromissos quanto ao seu programa nuclear e estão a repelir a intervenção da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O Ocidente deverá responder com sanções mais rigorosas, mas é improvável que isso satisfaça Israel, que já possui planos de ataque.

Seis homens sentam-se em torno de uma mesa, decidindo o futuro do mundo. Os homens, que representam os Estados Unidos, a Rússia, a China, a França, o Reino Unido e o Irã, analisam questões como: Teerã está de fato construindo uma bomba nuclear? As sanções surtem efeitos, e caso surtam, como elas deveriam ser intensificadas? Bombardear as instalações nucleares iranianas seria a única solução real, e quais seriam as consequências de tal medida?

* DPA

Em uma das maiores manobras militares dos últimos anos, o Irã passou cinco dias exibindo todos os seus equipamentos militares, quase que como estivesse se preparando para o pior

Esses homens não são políticos, mas sim cientistas e diplomatas que assumem papéis de outras pessoas. Todos eles são cidadãos israelenses. Isso não faz com que a experiência - que ocorreu duas semanas atrás no Instituto de Estudos de Segurança Nacional em Tel Aviv - seja menos espetacular. Os participantes nessa encenação, todos eles bastante familiarizados com as questões em pauta, foram capazes de adotar abordagens completamente diferentes daquelas dos políticos diante de cenários hipotéticos, pelo fato de não serem responsabilizados por nenhum resultado - positivo ou negativo - das suas decisões.

O resultado do experimento deveria ter sido mantido em sigilo, mas esta parte dele vazou: o indivíduo que fazia o papel de representante dos Estados Unidos enfatizou as negociações e repeliu o confronto por muito tempo, enquanto o "Irã" se mostrava convencido de que possuía cartas excelentes neste jogo e via como remoto o risco de sanções verdadeiramente prejudiciais. "Israel" inicialmente pediu o isolamento internacional do Irã e a adoção de sanções econômicas devastadoras contra este país por parte da Organização das Nações Unidas (ONU), mas, a seguir, como último recurso, ameaçou atacar.

Os planos estão prontos
Os resultados provavelmente agradaram ao primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, porque eles estão de acordo com a forma como o premiê pensa. Embora Netanyahu ainda não esteja preparado para enviar aviões de caça israelenses para bombardear as instalações nucleares iranianas, as forças armadas possuem planos prontos.

Netanyahu afirmou com bastante frequência que jamais aceitará uma bomba nuclear iraniana. Ele não acredita no presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad quando este insiste que o programa nuclear do Irã tem fins exclusivamente pacíficos. Mas ele acredita em Ahmadinejad - um notório contestador da veracidade do Holocausto - quando o presidente iraniano ameaça repetidamente varrer Israel do mapa. Netanyahu traça paralelos entre a forma como a Europa procurou atender aos desejos de Hitler e a atual situação. "Estamos em 1938, e o Irã é a Alemanha", diz o primeiro-ministro israelense. "Desta vez, porém, os judeus não permitirão que sejam usados como 'cordeiros sacrificiais'".

Mas até mesmo os políticos que normalmente adotam uma postura menos radical, como o vice-primeiro-ministro Dan Meridor, ministro da Inteligência e da Energia Atômica de Israel, estão percebendo neste momento que a situação está evoluindo para um ponto crítico. Uma estreita maioria da população israelense atualmente é favorável ao bombardeio das instalações nucleares iranianas, enquanto 11% cogitariam deixar Israel caso Teerã adquirisse armas nucleares.
Meridor afirma que os seus congêneres no governo dos Estados Unidos anunciam uma elevação drástica do nível de preocupação entre os vizinhos árabes moderados do Irã. "Atualmente, 90% das conversas entre os Estados Unidos e países como o Egito e a Arábia Saudita giram em torno do Irã, e 10% dizem respeito ao conflito israelense-palestino", afirma Meridor.

Estágio decisivo
Esta preocupação não se restringe à região. Em Washington e na União Europeia - e, mais recentemente, em Moscou - o foco deslocou-se drasticamente na direção do Irã. Após anos de manobras e dissimulações, e após um longo período de oportunidades perdidas, também por parte do Ocidente, o conflito está caminhando para um estágio decisivo.

Em uma entrevista a "Der Spiegel" em meados de novembro, a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, disse que não tinha a intenção de "remover da mesa" a opção militar. O seu congênere alemão, o ministro das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, participou de uma reunião no Ministério das Relações Exteriores de Israel na terça-feira passada, onde foi informado sobre os últimos relatórios de inteligência israelenses a respeito do programa nuclear iraniano. No dia seguinte, em Viena, quando estava ao lado do ganhador do Prêmio Nobel da Paz e diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohammed ElBaradei, que está deixando o cargo nesta semana, após ter chefiado a agência de fiscalização nuclear da ONU por 12 anos, Westerwelle afirmou que a "paciência da comunidade internacional para com o Irã não é infinita".

Teerã engajou-se por muito tempo em um jogo de gato e rato com a AIEA. Entretanto, como signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear, o Irã conta com privilégios - tais como assistência técnica para o uso civil da energia nuclear - e tem obrigações claramente definidas. O regime iraniano deixou repetidamente de cumprir tais obrigações, apesar de vários esforços para a promoção de entendimentos, especialmente por parte de ElBaradei. Isso gerou a fúria do governo do ex-presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que chegou a interceptar telefonemas de ElBaradei.

No seu relatório interno mais recente, datado de 16 de novembro de 2009, e marcado com a classificação "somente para uso oficial", a AIEA adotou um tom incomumente duro. Segundo o relatório, é evidente que a instalação de Fordo para enriquecimento de urânio, perto da cidade de Qom, no noroeste do Irã, que os inspetores da ONU descobriram em setembro último, "precisava ter sido anunciada", porque ela aparentemente estava em construção por um período bem maior do que o sugerido pelos iranianos. Um possível programa nuclear militar, que a liderança iraniana nega sistematicamente, gera questões "alarmantes", segundo o relatório, enquanto Teerã continua recusando-se a permitir inspeções não anunciadas. Em suma, o relatório declara: "O Irã não cumpriu as suas obrigações. O seu comportamento não conduz ao estabelecimento de confiança".
As polêmicas de Mahmoud Ahmadinejad

* AP

Antes de sua surpreendente vitória nas eleições presidenciais de 2005, Mahmoud Ahmadinejad foi prefeito da capital Teerã.

Filho de um ferreiro, mudou-se do norte do Irã para a capital com sua família durante a infância; mais tarde, doutorou-se em engenharia civil.

Durante a corrida eleitoral de quatro anos atrás, Ahmadinejad prometeu dedicar aos pobres o dinheiro que o país consegue com o petróleo, mas durante seu governo o país encontrou graves problemas econômicos, em parte devido a sanções internacionais.

Ahmadinejad, 52, casado, pai de três filhos, ficou conhecido por seus comentários polêmicos, entre os quais a negação do Holocausto, o desejo de "tirar Israel do mapa" e declarações homofóbicas.

Ele reivindica o direito de enriquecer urânio no Irã para gerar energia elétrica, um programa que Israel e os Estados Unidos acusam de ter fins bélicos.

Foi reeleito em 12 de junho deste ano para seu segundo mandato presidencial, com quase 63% dos votos.

* Abril de 2009: Diplomatas deixam reunião da ONU durante discurso em que Ahmadinejad critica Israel
* Junho de 2009: Irã realiza eleição presidencial
* Junho de 2009: Iranianos vão às ruas protestar
após reeleição de Mahmoud Ahmadinejad
* Julho de 2009: Protesto e luto no Irã pela
morte da manifestante Neda Agha-Soltan
* Novembro de 2009: Irã condena cinco pessoas à morte por protestos depois das eleitorais
* Veja vídeo em que o presidente do Irã fala no Brasil sobre a Palestina



A apenas um ano da bomba?
Por trás dos bastidores, em Viena, há sérias preocupações quanto à notícia de que o Irã poderia estar desenvolvendo um míssil de alcance intermediário Shahab-3 capaz de ser modificado para transportar armas nucleares e de atingir Tel Aviv. Há quem acredite que os cientistas iranianos conseguiram simular com sucesso a detonação de uma ogiva nuclear. A detonação é um dos problemas tecnologicamente mais difíceis na fabricação desse tipo de arma nuclear. Os especialistas acreditam que o Irã poderia demorar apenas um ano para adquirir o conhecimento e a quantidade suficiente de urânio altamente enriquecido para fazer uma verdadeira ogiva nuclear.

Os relatórios de inteligência sobre uma reestruturação do Ministério da Defesa iraniano não são menos alarmantes. Segundo esses relatórios, um "Departamento de Aplicações Expandidas de Alta Tecnologia" (FEDAT) está atualmente sob grande pressão por parte do governo em Teerã para implementar um programa nuclear militar. Segundo um organograma do FEDAT obtido por "Der Spiegel", o departamento está dividido em subdepartamentos para a mineração e enriquecimento de urânio, metalurgia, pesquisa de nêutrons, materiais altamente explosivos e suprimento de combustível nuclear ("Projeto 111"). O FEDAT é chefiado pelo misterioso Mohsen Fakhrizadeh-Mahabadi, uma das principais autoridades que a AIEA deseja entrevistar, embora Mahabadi tenha até agora se recusado a conversar com a agência.

Gestos para negociação
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez vários gestos ao Irã para uma negociação. Ele admitiu a ocorrência de erros históricos, como o golpe de 1953, apoiado pela Agência Central de Inteligência (CIA), que derrubou o primeiro-ministro Mohammed Mossadegh. Em uma mensagem de vídeo ao povo iraniano que coincidiu com o festival de Nowruz, que marca o início do ano novo iraniano, Obama falou sobre as grandes realizações civilizatórias da nação persa. Ele abandonou totalmente a exigência por parte de Washington de que Teerã abrisse mão do enriquecimento de urânio, algo que era uma exigência para negociações durante o governo do seu antecessor, George W. Bush.

E Obama propôs, juntamente com outros membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e a Alemanha, um acordo de troca que permitiria que nenhuma parte saísse humilhada: o Irã enviaria uma grande parcela do seu urânio pouco enriquecido ao exterior durante um ano, à Rússia ou à Turquia, e em troca receberia elementos de combustível nuclear processado pela França.

O benefício para Teerã seria o recebimento, para o seu reator de pesquisas, de radioisótopos usados no tratamento do câncer, e dos quais o Irã necessita com urgência. O benefício para a comunidade internacional residiria no fato de que ela teria certeza de que os iranianos, durante o período coberto pelo acordo, não teriam nenhuma oportunidade de realizar as suas próprias atividades amplas de enriquecimento necessárias para a produção de urânio altamente enriquecido, o material utilizado para a fabricação de bombas nucleares.

A princípios os iranianos pareceram estar interessados, mas a seguir eles começaram a estabelecer condições. Finalmente, o ministro das Relações Exteriores, Manouchehr Mottaki, rejeitou a oferta, afirmando que Teerã não enviaria de forma alguma material radioativo para o exterior.

Agarrando-se às últimas esperanças
Em um apelo quase desesperado, ElBaradei a seguir dirigiu-se diretamente à liderança iraniana, dizendo: "Vocês precisam se engajar em uma diplomacia criativa. Precisam entender que esta é a primeira vez em que contam com um compromisso genuíno por parte de um presidente norte-americano de conversar com vocês integralmente, com base no respeito e sem impor condições". Nos seus últimos dias no cargo, o chefe da AIEA agarra-se à esperança de que ainda haja uma resposta final.

Mas atualmente o Irã prefere os gestos ameaçadores aos compromissos de qualquer tipo. Os iranianos ficaram tão furiosos devido a uma resolução apresentada pela Alemanha à diretoria da AIEA na última quinta-feira, que foi apoiada por Washington, Moscou e Pequim, que ameaçaram limitar a sua cooperação com a ONU. A resolução, que foi aceita no dia seguinte por uma grande maioria, consiste essencialmente em uma demanda de garantias por parte de Teerã de que o Irã não manterá em funcionamento nenhuma outra instalação nuclear não declarada. Em uma das maiores manobras militares dos últimos anos, a liderança iraniana passou cinco dias exibindo todos os seus equipamentos militares disponíveis, quase que como estivesse se preparando para o pior.

Mas a exibição de tanques e aviões de caças iranianos não tinha como intenção apenas intimidar o "agressor sionista" e os seus aliados. Os mulás também utilizaram a manobra para demonstrar a sua determinação e capacidade de agir no cenário interno, onde o regime está em conflito com a oposição nos últimos seis meses. Desde a eleição presidencial iraniana em junho passado, quando o inflexível Ahmadinejad privou o seu adversário reformista Mir Houssein Mousavi da vitória por meio de suposta fraude eleitoral, a oposição não dá trégua.

Pagando o preço
O regime leva bastante a sério os gritos de protesto "Allahu akbar" ("Deus é grande") e "Marg bar Dictator" ("Morte ao ditador"). Nos meses da revolução, em 1978 e 1979, milhões de iranianos usaram os mesmos slogans em protestos contra o xá Mohammad Reza Pahlavi e o seu brutal serviço de inteligência, o Savak.

Dezenas de apoiadores do "Movimento Verde" já pagaram pelos protestos com as suas vidas, e pelo menos 4.000 opositores do regime foram presos. Embora muitos deles tenham sido libertados alguns dias depois, os relatos de torturas e estupros só fizeram aumentar o ódio da população pelo regime. O idoso grande-aiatolá Hossein Ali Montazeri, que contestou a legitimidade do regime e declarou uma fatwa afirmando que as bombas nucleares são "anti-islâmicas", está mais uma vez sob prisão domiciliar.

"O inimigo está por toda parte"

A liderança aumentou a pressão mais uma vez nas últimas semanas. Ela fortaleceu a temida Guarda Revolucionária, ou Pasdaran, formada por indivíduos que são considerados os apoiadores mais leais do regime, acrescentando a ela duas novas unidades para "combater as operações psicológicas do inimigo". Uma outra nova unidade foi criada para monitorar os sites oposicionistas na Internet e combater "insultos e a disseminação de mentiras". Essas unidades estão sob o comando da procuradoria-geral de Teerã, famosa pelos seus julgamentos teatrais. O país encontra-se em uma "guerra suave", segundo o general da Pasdaran, Mohammad Bagher Zolghadr, "e o inimigo está por toda parte". Um dos alvos da última onda de repressão foi a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, Shirin Ebadi, cujo prêmio foi confiscado pelas autoridades.

A ira popular não está voltada apenas para o "ladrão de votos" no gabinete presidencial. Muitos acreditam que Ahmadinejad seja apenas um fantoche do líder revolucionário, o aiatolá Ali Khamenei, que anteriormente era praticamente intocável. Ele é o homem forte do poder; o homem que controla os serviços de inteligência, as forças armadas, a Guarda Revolucionária e as odiadas milícias Basij. É ele que determina as características básicas da política de governo e decide o rumo seguido pelo Irã no conflito em torno da questão nuclear.

Disposto a fazer acordos?
Mas até que ponto a liderança do país é capaz, neste momento, de agir? Será que ela levará em consideração a comunidade global neste conflito em torno do seu programa nuclear, ou o regime vê o confronto com o Ocidente como a sua oportunidade de sobrevivência?

Segundo fontes conservadora em Teerã, o presidente Ahmadinejad recentemente deixou de se dispor a fazer acordos. Ele aparentemente esperava que poderia melhorar a sua reputação, altamente prejudicada devido ao desastre eleitoral, pelo menos no cenário internacional. Isso, segundo fontes em Teerã, explica por que motivo o principal negociador nuclear iraniano, Saeed Jalili, acenou com uma disposição a fazer concessões no histórica reunião de cúpula sobre a questão nuclear no início de outubro, em Genebra, um encontro no qual uma autoridade iraniana ficou frente a frente com uma autoridade graduada do "Grande Satã" pela primeira vez desde a revolução iraniana. Mas, para Khamenei, o acordo - o processamento de urânio no exterior, em troca de combustível nuclear - era inadmissível. Ironicamente, Mousavi, o político oposicionista, concorda com Khamenei.

Um motivo fundamental para a autoconfiança exibida pelos políticos iranianos é que eles não acreditam que Israel arriscar-se-ia de fato a atacar o Irã. Especialistas dos Estados Unidos também advertem contra o bombardeio de instalações nucleares iranianas.

David Albright, diretor da organização de pesquisas políticas ISIS, situada em Washington, acredita que um "ataque cirúrgico" contra as instalações nucleares seria totalmente impossível. Segundo Albright, ninguém sabe quantas instalações nucleares o Irã possui, e as centrífugas das instalações existentes, como Natanz, estão aparentemente instaladas em túneis escavados tão profundamente no subsolo que nem mesmo bombas especificamente projetadas para a destruição de bunkers seriam capazes de destruir qualquer coisa.

Os israelenses, por outro lado, acreditam que o Irã só está procurando ganhar tempo. O Mossad, a agência de inteligência de Israel, não começou a focar-se no Irã depois que Netanyahu chegou ao poder. As operações da agência há muito tempo já estavam dirigidas contra o Irã. Enviados israelenses visitam discretamente companhias europeias que exportam produtos para o Irã. Quando agitados executivos alemães insistem que os seus produtos são utilizados para fins estritamente civis, os israelenses apresentam fotos mostrando os componentes europeus instalados em uma das usinas nucleares iranianas.

Chances de sucesso
"O Ocidente aprova as sanções da ONU de dia e negócios com o Irã à noite, e Ahmadinejad aproveita-se dessa ambivalência", disse a "Der Spiegel" o ministro israelense do Comércio, Binyamin Ben-Eliezer. Ben-Eliezer, um general da reserva, acredita de forma otimista que o Irã possa ser contido, mas ele acha que isso exigiria um embargo total: "Nada poderia entrar ou sair".

Com a economia iraniana enfraquecida, o regime sob pressões internas após a contestação dos resultados eleitorais e os russos distanciado-se do Irã, as chances de que as sanções tenham sucesso jamais foram tão boas, afirmam alguns diplomatas em Teerã.

"O regime do Irã não é irracional", garante o ministro da Inteligência Dan Meridor. Segundo Meridor, Ahmadinejad só tomará uma decisão contrária à fabricação da bomba atômica caso a posse desta arma ameace a sobrevivência do regime.

Outros, no entanto, acreditam que o cronograma para a escalada desse problema já existe, e que o conflito está caminhando para um ponto crítico. Eles acreditam que sanções mais duras terão início na primavera de 2010, seguidas de bombardeios aéreos talvez no verão de 2010.

Enquanto isso, um membro do governo iraniano já fez ameaças preventivas: "Se o inimigo quiser testar o seu azar e disparar um míssil contra o Irã, antes que a poeira baixe os mísseis balísticos iranianos atingirão o coração de Tel Aviv".

Tradução: UOL

sábado, 28 de novembro de 2009

Cresce o perigo de um colapso do sistema

Cresce o perigo de um colapso do sistema

O pânico dos políticos e dos diretores dos bancos Centrais aumentou muito. Provavelmente seus consultores disseram que a hora está chegando – a fuga do sistema de papel-moeda. Alguns até relatam sobre isso publicamente. É preciso agora somente um pequeno empurrão e esta fuga transformar-se-á em pânico. Este artigo mostra o que vem pela frente e o que você já deveria ter feito.

Aviso com alta prioridade

Alguns artigos dos últimos dias:

O receio diante da próxima crise financeira; Diretor do FMI previne diante dos obscuros segredos dos bancos; Merkel preocupada sobre fragilidade dos bancos alemães; FMI atiça medo diante da grande depressão.

Ou o artigo: Bancos estaduais devem salvar o WestLB.

“Uma falência do terceiro banco estadual seria uma catástrofe para o sistema financeiro mundial. Observadores partem do pressuposto que as partes irão entrar em consenso nos últimos minutos.”

De fato, a salvação veio pelo consenso em injetar mais dinheiro dos contribuintes. Com isso a “catástrofe” foi evitada mais uma vez.

Os britânicos fazem segredo para não apavorar os “mercados”: Crédito secreto para os bancos.

Mais de 60 bilhões de libras foram enfiadas “em segredo” aos bancos, em 2008. Quanto foi em 2009, será provavelmente revelado em 2010.

A especulação contra os países e seus títulos se inicia

Não, não apenas contra algum “cachorro faminto” da periferia, mas sim contra o bastião ocidental dos países industrializados – G7.

Japão: Visão do dia: David Einhorn; Especulações em torno da bancarrota da Grécia; Investidores apostam na falência da Itália.

Uma falência da Grécia já é esperada, mas não é algo que preocupa tanto. Apena o euro iria sofrer um pouco. Mas a bancarrota da Itália iria provocar pânico e levar o euro a um perigo extremo. Com o Japão a coisa é bem diferente: este país tem a maior dívida interna de todos (220% do PIB) e sua moeda é uma espécie de moeda-reserva paralela. Sua eventual bancarrota tem o potencial de acabar de vez com o sistema financeiro mundial.

Contra os três “mais importantes”, EUA, GB e Alemanha, não se pode especular ou apenas reportar algo a respeito. É claro que se especula com CDS (Credit Default Swaps) em cima dos títulos públicos destes países. Os preços dos CDS aumentam também por aqui, mas não abruptamente. Logo virá o grande ataque – com a fuga de suas moedas.

Por que as elites estão tão apavoradas?

Este artigo mostra: O medo diante da próxima crise financeira.

“Nos círculos da liderança política da Alemanha cresce o receio diante de uma segunda crise financeira internacional, que ultrapassará aquela do outono de 2007 em intensidade e efeito.

Este é pano de fundo dos avisos de Merkel, Schäuble e Trichet. Eles temem que o enriquecimento desavergonhado da oligarquia financeira, em relação a uma nova crise nos mercados financeiros, provoque uma rebelião social incontrolável.

Muitos especialistas consideram inevitável a quebra financeira que se avizinha. Der Spiegel apareceu na segunda-feira com um título espetacular, ‘A bomba dos trilhões’. O respectivo artigo de doze páginas começa com a afirmação, a pergunta não é ‘se’, mas sim ‘quando’ a bolha especulativa irá estourar.”


Não apenas na Alemanha cresce o pânico entre a elite, mas também por toda parte. A diferença é apenas que os dirigentes alemães demonstram melhor.

Uma imensa Carry-Trade-Bubble como a atual, onde praticamente todo tipo de título a crédito é comprado com dinheiro dos bancos centrais sem qualquer custo, tem que estourar em algum momento. No mais tardar então quando os juros tiverem que subir. O crash será terrível, e tudo que até então vimos será colocado à sombra.

Sendo assim, os bancos deverão ser salvos mais uma vez, mas com uma soma muito maior que desde 2008. Isso aconteceria com maciço aumento tributário e limitação dos gastos do governo: pelos erros dos banqueiros que se enchem no momento com bonificações. Ou seja, o contribuinte deve se conter ao máximo – em prol dos privilegiados banqueiros. Esta situação não traz consenso e os políticos da Alemanha devem sentir isso. Pelo menos seus consultores os avisaram.

Quando chegar, então tudo vai para o brejo; e a grande depressão com falências dos bancos e bancarrota dos países entrarão em cena. Por isso todos os leitores devem se preparar, pois pode acontecer a qualquer momento.

O preço do ouro explode no momento

O gráfico abaixo mostra o preço do ouro ontem – em US dólar e euro:


Abaixo o preço do ouro em dólar, em 2009:


Como eu mostrei em setembro de 2009 no artigo Ouro a US$ 1.100 e continua a subir, desde o verão não se consegue mais qualquer significante contenção da cotação do ouro.

Eu descrevi a situação da seguinte forma:

“Trata-se agora em impedir um aumento extraordinário da cotação do ouro, que seria visível a todos. Não há mais condições para grandes contenções do preço do metal.”

Estas últimas tentativas em impedir o aumento da cotação do nobre metal falharam, elas provocaram ainda mais seu aumento.

Por quê? Nós vemos isso aqui: Hedge-Fonds acumulam ouro devido ao receio de inflação. Ou neste extrato do Midas de Bill Murphy:

Monster Money Pouring Into Physical Gold Market
For some time we have watched the gold price rise relative to dollar weakness. I received word today from a colleague that a trade in Europe is to sell the euro against the 1.50 intervention point (which is widely observed) and to buy gold. We are told buying of physical gold is relentless at UBS and other European banks. Two customers of a major European bank just bought $500 million worth of bullion. Now, that’s some serious buying and why The Gold Cartel’s selloffs have not been working. Just too many buyers competing for limited supply.

Ou seja, o Big Money vai com toda força para o ouro físico. Sejam os Hedge-Fonds ou pessoas físicas ricas. Dois investidores, ao mesmo tempo, compraram cerca 500 milhões de dólares em ouro, no mercado de Londres – em um único dia. Caso eles consigam tanto ouro assim, naturalmente.

Os (poucos) ricos cientes devem ver o que está se formando – hiperinflação – e tentam primeiramente fugir de seus dólares comprando ouro, mas também de seus euros.

Ainda não temos o pânico, mas ele pode eclodir a qualquer momento.

Então colocar-se-á a seguinte questão: Onde estão seus super-juros, Ben? Nestes dias apareceu em um artigo (não de minha autoria), que Ben “Helicóptero” Bernanke deveria oferecer de fato juros a 45% ao ano para os vencimentos diários e seu colega secretário do tesouro, Tim Geithner, 55% para os títulos do tesouro de 10 anos. Isso significa a imediata bancarrota. Mas isso ainda acontecerá, provavelmente ainda nos próximos dois meses. Então a coisa vai rápido, talvez em um dia como descrito neste cenário: The Day the Dollar Died.

Falta somente o pânico

Falta ainda em elemento para a fuga selvagem das moedas e primeiramente do dólar e libra, para o “seguro” ouro: pânico. Um acontecimento que poderia ser seu estopim:

- o desabamento do mercado do ouro no COMEX ou LBMA através de um fornecimento especialmente grande
- uma declaração espontânea de algum importante político norte-americano contra o principal credor, a China
- a bancarrota de um grande banco nos EUA ou na Europa
- uma grande (e verdadeiro) ataque terrorista nos EUA ou na Europa.

Necessita-se apenas que algum banco central médio ou grande, ou um realmente grande investidor ou Hedge-Fonds decidirem migrar do dólar para o ouro. Isso basta. Aquilo que aconteceu no outono de 2008, onde o mercado monetário dos EUA quase quebrou, pode acontecer a qualquer momento. Então o pânico está às portas, e todos que ainda esperaram, irão - custe o que custar - querer fugir do papel-moeda. O sistema está extremamente instável, ele não se agüenta mais.

Atentem aos seguintes indicadores:

- um grande banco nos EUA ou Europa fechará suas portas, pois está falido
- Os títulos públicos de um importante país industrializado serão, no pânico, despejados no mercado
- a libra britânica quebra (já deveria ter acontecido há muito tempo)
- o index do US-dólar quebra mais de três pontos em um único dia
- o preço da onça do ouro sobe cerca de 100 dólares em um único dia

Então o pânico deve se instaurar. A probabilidade é grande que um pouco antes (no fim de semana) todos os bancos sejam fechados (um “feriado bancário” será decretado, as pessoas já estão nos bancos, mas não festejam, ao contrário, estão aterrorizadas), as bolsas fecharão, será estabelecido o controle das divisas, etc.

Preparativos

É provável que as interferências estatais descritas acima aconteçam de repente, em um final de semana. Sendo assim, nada mais será possível fazer, senão observar.

Os bancos podem permanecer fechados por uma semana e permitir então um saque mínimo. As bolsas podem até permanecer fechadas por mais tempo. Ouro e prata não existirão mais, estes serão comprados na fonte pelo Big Money. Quem não estiver preparado, perdeu.

O que já deveria ter sido feito:

a. todos os créditos deveriam ser pagos
b. todos os papéis como ações (exceto as minas de ouro e prata), títulos, fundos, seguros de vida, previdência privada etc, já deveriam ter sido liquidados
c. todos os imóveis que não se queira preservar de qualquer forma ou que estejam financiados, deveriam ser liquidados e receber o dinheiro correspondente
d. deve-se sair completamente de bancos críticos (conhecidos da mídia)
e. as contas em outros bancos devem ser reduzidas ao mínimo necessário, uma redistribuição em vários bancos é recomendável – isso ajuda?
f. todo ouro e prata que se deseja ter, já deveriam ter sido comprados e guardados em lugar seguro
g. reservas em dinheiro vivo, disponíveis a qualquer momento (não depositados nos cofres do banco) para o período de três meses, em euro ou franco suíço, também pequenas notas : deixe pacotes prontos de 100 notas de 10 ou 20 euros
h. uma reserva em alimentos e outros artigos de consumo para alguns meses deveram estar preparados
i. os veículos devem estar com tanque cheio, galões de reserva é recomendável.

Conte com a possibilidade que não somente os bancos e as bolsas estarão fechados de repente, mas também que os supermercados serão saqueados e os postos esvaziados. Quem tiver dinheiro em espécie nas mãos, pode ainda fazer alguma coisa. Com papel de plástico não se receberá provavelmente nada mais.

Irá durar ainda um tempo até que os negócios aceitem ouro ou prata, por isso deve se manter uma boa quantia de notas na moeda do país.

Trabalho, salários

Seu empregador fechará as portas por um período, pois ele próprio não tem acesso às contas bancárias. Você será mandado para casa sem salário. Empresários entre os leitores farão exatamente isso. Por isso você não deve contar com os rendimentos normais. Você só terá o dinheiro que possuir e não estiver bloqueado nos bancos ou nas bolsas.

Botes salva-vidas

Quando a coisa pegar, as ovelhas que até então se recusam a ver a realidade da crise, irão notar imediatamente que elas já foram tosadas e estão prestes a ser abatidas. O apoio estatal do outono de 2008 carregou o sistema por ainda mais um ano, mas agora os países estão na linha de tiro.

Depois que o Big Money (o grande capital) for para o bote salva-vida, os estados industriais, incluindo os EUA, GB, Alemanha, França e Japão, irão par ao ralo - é o preço da impressão de dinheiro sem lastro. Quando este Big Money não receber mais ouro algum, então ele comprará e estocará matéria-prima de qualquer natureza até víveres de primeira necessidade, os depósitos estarão abarrotados até o teto, os preços irão explodir. Valores financeiros de toda espécie, como é típico em tais situações de crise monetária, irão despencar até o chão.

Esteja preparado. O tempo para os últimos preparativos é AGORA.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Alerta Vermelho: A Segunda Onda do Tsunami Financeiro

Alerta Vermelho: A Segunda Onda do Tsunami Financeiro
A onda está ganhando força e pode atingir entre o primeiro e segundo trimestre de 2010

por Matthias Chang

Global Research, 22 de Novembro de 2009
Future Fast Forward



Tradução: Revelatti

Muitos dos meus amigos que têm vindo recebendo meus e-mails de alerta ao longo dos últimos dois anos, lamentaram que nas últimas semanas, que eu ainda não tenha comentado sobre o estado da economia global. Eu aprecio a sua ansiedade, mas eles esquecem que eu não sou um analista de mercado que é pago para escrever artigos para atrair os investidores de volta ao mercado. Meu site é gratuito e não vende um boletim financeiro, não há nenhuma necessidade para mim para produzir previsões diárias ou análises.

No entanto, quando os dados são convincentes e suportam uma tendência inevitável, é hora para outra revisão. Este alerta vermelho permite que os visitantes do meu site para tomarem as medidas apropriadas para proteger a sua riqueza e bem-estar de suas famílias nos próximos meses.

Desde o último trimestre de 2008, a implacável guerra de moeda tem sido travada pelos principais economias mundiais e ao mesmo tempo nesta competição, até agora, tem sido não-antagônicas, que em breve será antagônico porque as diferenças inerentes são inconciliáveis. As consequências para a economia global serão devastador e para as pessoas comuns, o desemprego em massa e instabilidade social estão asseguradas.

Os responsáveis políticos desses países confrontados com o colapso total da arquitetura financeira internacional terem concluído que a solução, a única solução é flexibilização quantitativa (isto é, a injeção maciça de liquidez) para salvar o "a grande queda final". Os bancos reaquecem suas deprimidas mães economicas. Esta é melhor refletida em observação do desinteressado Bernanke de que "o governo dos EUA tem uma tecnologia, chamada de imprensa (ou hoje, o seu equivalente eletrônica), que lhe permite produzir tantos dólares EUA o quanto quiser ou pretenderem essencialmente a qualquer custo".

Este é o ponto crucial do problema!

De diferenças irreconciliáveis

Cerca de duas décadas atrás, foi decidido pelas elite financeira global que o quadro para a economia global é composto por:

1) Um derivado global baseada no sistema financeiro, controlado pelo Federal Reserve Bank EUA e seu adjunto bancos globais nos países desenvolvidos.

2) A re-localização do Ocidente para o Oriente na produção de mercadorias, principalmente para a China e a Índia, para "alimentar" as economias desenvolvidas.

Todo o sistema foi construído sobre um princípio simples, que de um FED-controlador da moeda de reserva mundial, que será o motor de crescimento para a economia global. É essencialmente um princípio imperialismo econômico.

Uma vez que compreender essa verdade fundamental, ostenta Bernanke de que "Os EUA podem produzir tantos dólares da forma que desejar, sem nenhum custo" assume uma dimensão diferente.

Eu tenho conversado com muitos economistas e quando perguntado qual é o centro do problema financeiro atual, todos respondem em uníssono: "São os desequilíbrios a níveis mundiais ... o Ocidente consome muito tempo e no Oriente poupa demais e não consome o suficiente ". Isto é exemplificado pelo enorme déficit comercial americano (o maior do planeta), por um lado e os excedentes maciços da China, do outro.

Incrível sabedoria e ecos quase todos nesse mantra. A recente reunião da APEC (Cooperação Economica da Asia e do Pacifico) concluiram não muito diferente. Esse mantra foi repetido, assim como o apelo a um comércio mais livre comércio entre as nações.

Esta é uma grande farsa. Todos os líderes atuais no palco do mundo estão corrompidos ao núcleo podre e, como tal, não têm interesse de chamar os bois pelos nomes e expor as contradições dentro do sistema financeiro existente.

O convite para um mundo multi-polar é sentido quando o sistema financeiro mundial baseia-se na reserva unipolar da moeda dólar americano. Esta contradição inerente ao sistema atual e os problemas a ela associados não podem ser resolvidos por uma outra moeda de reserva mundial baseada no especial do FMI de Direitos de Saque tal como defendido por alguns países. Ele foi morto, no momento em que foi concebido!

Os líderes da China, do Japão e os países produtores de petróleo do Oriente Médio são todos xingando e mijando sobre a situação atual, mas eles não têm a coragem de suas convicções para soletrar a seus compatriotas que foram enganados pelo mestres de giro financeiro do Fed sob as instruções do Goldman Sachs.

Diga-me que o líder ousaria admitir que eles tenham trocado a riqueza da nação para os documentos de banheiro?

A mímica do papel-moeda de banheiro continua.

Chegamos agora a um impasse na guerra de moeda corrente, não muito diferente da situação da Guerra Fria entre os países do Pacto da OTAN e os países do Pacto de Varsóvia. Ambos os lados foram intimidados pelo MAD (Destruição Mútua Assegurada) e doutrinas de guerras nucleares. Os custos para ambos os lados eram horrendos e foi só quando a União Soviética não poderia continuar com o ritmo e o custo de manter uma dissuasão nuclear, e foi forçada a declarar falência, o saldo preterida em favor da aliança da OTAN.

Mas foi uma vitória de Pirro para os EUA e aliados. O que manteve a capacidade dos EUA para manter seu poderio militar e gastar mais do que a União Soviética era o direito de imprimir moeda papel higiênico e de aceitação do dólar EUA por seus aliados como moeda de reserva do mundo.

Mas por que os países aliados dos EUA durante a Guerra Fria aceitaram o status quo?

Simples! Eles estavam todos enganados em acreditar que sem a proteção do Big Brother e seu alcance militar, seriam engolidos pela ameaça comunista. Eles concordaram em marcha ao som do flautista EUA-Hamelin.

A próxima grande questão - Por que os chamados "liberados" ex-aliados comunistas do bloco soviético saltaram sobre o carro de propaganda?

Simples! Todos acreditavam na ilusão de que foi fomentada pelos bancos globais, liderado pelo Goldman Sachs de que o comércio e venda de seus produtos e serviços para a moeda de reserva de papel higiênico americana garantiria incalculáveis riquezas e prosperidade.

Mas o jogo mais importante da cidade foi a jogada da Ásia. Japão, após uma década de recessão após o estouro da sua bolha imobiliária, não têm os meios e a capacidade para levar O Jogo para o próximo nível, tal como previsto pelos arquitetos financeiros da Goldman Sachs.

E a China foi o maior beneficiário. A gerência sênior da Goldman Sachs negociaram um pacto secreto com líderes da China, que em troca de orquestrar a injeção maciça de mais capital de dólar americano e re-localização grossista de capacidade de produção na história da economia mundial, a China vai reciclar sua suada riqueza moeda de reserva em tesourarias americanas de papel higienico e outros instrumentos de dívida americanos.

Esta foi a condição prévia necessária para o cassino financeiro global subir para o próximo nível de jogo.

Por quê?

O Jogo Novo

Os arquitetos financeiros da Goldman Sachs tinha um plano diretor - dominar o sistema financeiro global. Os meios para alcançar esse poder financeiro era a sombra do sistema bancário, o eixo central que é o mercado de derivativos e securitização de ativos, reais e sintéticos. Trilhões nas apostas seriam enormes, em centenas de US$ e a maneira de transformar o mercado era através de alavanca enorme em todos os níveis do "Jogo" financeiro.

Mas havia uma fraqueza inerente ao regime geral - a ameaça da inflação, mais precisamente hiperinflação. Essas quantidades enormes de liquidez no sistema invariavelmente provocariam a desvalorização da moeda de reserva e da confiança no sistema.

Daí a necessidade de um sistema para manter a inflação dos preços e verificar a ilusão de que o poder de compra da moeda de reserva papel higiênico pode ser mantida.

Isto é onde a China entrou. Quando a China se tornou a fábrica do mundo, o problema seria resolvido. Quando um fato que, anteriormente, o custo US$ 600 pode ser tido por menos de US$ 100, e um par de sapatos por menos de US$ 5, o golpe cérebral concluiu que não haveria ameaça previsível para a maior operação de casino na história.

China concordou com a troca, uma vez que tem mais de um bilhão de bocas para alimentar e emprego para centenas de milhões precisava ser protegido, sem a qual o sistema não poderia ser mantido. Mas a China foi pragmática o suficiente para ter "dois sistemas econômicos" - uma Yuan de economia doméstica e uma economia de exportação à base de US$, na esperança de que os lucros e benefícios da economia de exportação permitira a China transformar e criar uma dinâmica interna viável e que o mercado, em tempo para substituir a economia de exportação dependente. Foi um acordo feito com o diabo, mas não há alternativas viáveis à data dos fatos, tanto mais que, após o colapso da União Soviética.

O nível seguinte do jogo

O próximo nível do Jogo foi atingido quando a moeda de reserva de papel higiênico virou literalmente virtual - através da operação de um simples clique do mouse nos computadores dos bancos globais.

Os meninos grandes do Goldman Sachs e outros bancos globais eram mais do que o conteúdo de sair de Las Vegas para a Máfia e seus milhões miseráveis em volume de negócios. Os lucros foram considerados pequenos quando comparado com as centenas de trilhões gerados pelo casino virtual. Foi uma conquista financeira além dos seus sonhos. Eles ainda se chamavam "Mestres do Universo". Criando uma enorme dívida foi O Jogo novo, e os meninos grandes que poderiam alavancar ainda mais de 40 vezes o capital! Os valores dos ativos subiu de liquidez que tanto perseguia tão poucos bons ativos.

No entanto, os magos financeiros não apreciaram e nem subestimaram a quantidade de produtos financeiros que foram necessários para mantêr O Jogo no jogo. Eles recorreram a engenharia financeira - a securitização de ativos. E quando ativos reais eram insuficientes para a securitização, os ativos sintéticos foram criados. Pouco tempo os suficientes resíduos tóxicos foram mesmo consideradas como instrumentos legítimos do Jogo, enquanto ela podia ser descarregada para otários gananciosos, sem recorrer aos autores destes chamados investimentos.

Por um momento, parecia que os magos financeiros tinham resolvido o problema de como alimentar o monstro do cassino global.

Infelizmente, a música parou e estourou a bolha! E como dizem o resto é história.

O Remédio Goldman Sachs

Quando as perdas são os trilhões de US$ e qualquer ativo/capital restante são os US$ bilhões, nós temos um grande problema - um buraco negro financeiro.

O remédio preferido pelos mentores financeiros da Goldman Sachs foi o de criar um outro embuste - que, se os grandes bancos mundiais estavam falhando provocando um colapso sistêmico, haveria o Armageddon. Estes "gigantes falidos" deveriam ser injetados nos bancos com uma imensa quantidade de dinheiro virtual para recapitalizar e livrar-se dos ativos tóxicos em seus balanços. Os principais bancos centrais dos países desenvolvidos em conjunto com a Goldman Sachs cantavam a mesma melodia. Todos os tipos de regimes foram invocados para legitimar essa ajuda.

Em essência, o que aconteceu foi a mera transferência de dinheiros do bolso esquerdo para o bolso direito, com a reviravolta que os bancos eram de fato ajudantes do governo para superar a crise financeira.

O Fed e os principais bancos centrais do mundo concordaram em emprestar "dinheiro virtual" para os "gigantes falidos" bancos globais em zero ou próximo de zero a taxa de juros desses bancos, por sua vez seria "depósitado" estas verbas com o Fed e outros bancos centrais de acordo com as taxas de juros. Estas operações são todas as entradas do livro simples. Outros "empréstimos" do Fed e os bancos centrais (mais uma vez no zero ou próximo de zero as taxas de juros) são usados para comprar as dívidas do governo, essas dívidas sendo o estímulo de verbas necessárias para relançar a economia real e criar empregos para os desempregados e voltar a crescer. Assim, em essência, esses bancos dão "dinheiro grátis" para emprestar ao governo a taxas de juros previamente acordadas com nenhum risco em tudo. É uma farsa!

Estas verbas não são ainda as contas de dólar, mas as entradas mero livro criado a partir de ar.

Assim, quando o Fed injeta US$ trilhões no sistema bancário, que se limita a quantidade de créditos nas contas dos "gigantes falidos" e os bancos no Fed.

Quando o sistema é aplicado ao comércio internacional, o mesmo modus operandi é usado para pagar pelas mercadorias importadas da China, Japão etc

Para o resto do mundo, quando compra bens denominados em US$, estes países devem produzir bens e serviços, vendê-los por dólares para adquirir mercadorias necessárias no seu país. Simplificando, eles têm de ganhar uma renda para comprar o que quer de bens e serviços necessários. Em contraste, tudo o que os EUA precisam fazer é criar fundos fora do ar e usá-los para pagar suas importações!

Os EUA pode ir longe com este esquema, porque tem a força militar para impor e fazer cumprir este embuste. Como afirmado anteriormente, este "status quo" foi aceito especialmente durante a Guerra Fria e com alguma relutância pelo colapso da União Soviética, mas com uma ressalva - que os EUA concordam em ser o consumidor de última instância. Este regime previsto de algum conforto, porque os países que venderam seus produtos para os EUA, agora podem usar os dólares para comprar mercadorias de outros países, mais de 80 por cento do comércio mundial é denominado em dólares, especialmente de petróleo, a salvação da economia global .

Mas com os EUA em falência total e dos seus cidadãos (os maiores consumidores do mundo), sendo incapaz de pedir mais fundos para comprar bens de fantasia da China, Japão e no resto do mundo, a demanda por dólar tenha evaporado. O status do dólar como moeda de reserva e sua utilidade está sendo questionada mais vocalmente.

O Fim do Jogo

A precipitação atual pode ser resumida em termos simples:

Se um país falido (os EUA) poderão usar o dinheiro criado a partir do ar para pagamento de bens produzidos com o suor e lágrimas dos cidadãos dos países exportadores de trabalhadores? Adicionando insulto à injúria, os mesmos dólares estão comprando agora muito menos do que antes. Então, qual é o uso de ser paga em uma moeda que está perdendo rapidamente o seu valor?

Por outro lado, os EU. está dizendo ao mundo todo, especialmente aos chineses que se eles não estão felizes com o status quo, não há nada para impedi-los de vender a outros países e aceitarem suas moedas. Mas se eles querem vender para o poderoso EUA, eles devem aceitar o papel moeda de reserva WC e seu direito de criar fundos fora do ar!

Trata-se do Jogo de poker e quem piscar primeiro perde e vai sofrer irreparáveis consequências financeiras. Mas quem tem a mão vencedora?

Os EUA não tem a mão vencedora. Nem a China, a mão vencedora.

Este estado de coisas não podem continuar por muito tempo, para o que os cartões americanos ou a China pode estar contemplando jogar na mesa para obter vantagens estratégicas, os ganhos de curto prazo seram pifios, pois ela não será capaz de resolver as contradições subjacentes antagônicas.

Quando a sobrevivência do sistema é dependente da disponibilidade de crédito (isto é, acumulando mais dívidas) é apenas uma questão de tempo antes que tanto o devedor e o credor chegar à conclusão inevitável de que a dívida nunca será paga. E a menos que o credor esteja disposto a amortizar a dívida, recorrendo a meios drásticos para cobrar a dívida inevitável.

Seria ingênuo pensar que os EUA seriam tranquilos em permitirem serem vedados! Quando chegarmos a esse estágio, a guerra será inevitável. Será o Eixo EUA-Reino Unido-Israel contra o resto do mundo.

O Preludio do Fim do Jogo

A economia americana caira em uma espiral fora de controle nos próximos meses, e atingirá o ponto crítico, até ao final do 1 º trimestre de 2010 e implodir pelo 2 º trimestre.

Os maciços US$ trilhões de dólares de estímulo não conseguiram recuperar a economia. A transfusão de sangue maciça pode ter mantido vivo o paciente, mas há muitos sinais de falência de múltiplos órgãos.

Haverá uma outra onda de execuções de obras residenciais e mais importante de imóveis comerciais até ao final de dezembro e início de 2010. E as propriedades impedidas em 2009, levaram à diminuição dos preços, uma vez que vêm através do gasoduto. Casas e valores de propriedade comercial vao despencar. Balanços dos bancos ficaram feio e os lucros "recorde" nos últimos dois trimestres de 2009 não vai cobrir o adicional de tinta vermelha dos próximos.

Dada a situação acima, o Fed vai continuar a comprar títulos lastreados em hipotecas para sustentar os mercados? O Fed já gastou trilhões de compra de hipotecas Fannie Mae e Freddie Mac com nenhum comprador potencial substituto à vista. Portanto, o balanço do Fed de equilíbrio é tão tóxico como os bancos "gigantes falidos" que se salvaram.

Nestas circunstâncias, não faz sentido para alguém afirmar que o pior já passou e que a economia global está a caminho da recuperação.

E o mais certo sinal de que nem tudo está bem com os grandes bancos é o recente discurso do presidente do Federal Reserve Bank de Nova York, William Dudley em Princeton, Nova Jersey, quando disse que o Fed poderia reduzir o risco de crise de liquidez futuras fornecendo um recuo para as empresas de solvente com garantias suficientes.

Este aviso e garantia que merece maior atenção. Em primeiro lugar, é uma contradição afirmar que uma empresa de solvente com garantias suficientes, de fato encontra uma crise de liquidez para justificar a necessidade de recorrer ao Fed. É de fato uma admissão de que os bancos não estão suficientemente capitalizados e quando a segunda onda do tsunami atingi-los novamente, a confiança vai ser muito deficiente.

Dudley realmente disse que "o banco central poderia comprometer-se a ser o emprestador de última instância ... [e isso iria reduzir] o risco de pânico provocado pela incerteza entre os credores sobre o que pensam os outros credores ".

Para ser franco que ele está dizendo é que o Fed vai envidar esforços para evitar a repetição do colapso do Bear Stearns, do banco Lehman Brothers e do AIG. É também uma indicação de que os restantes grandes bancos estão em apuros.

É interessante notar que um relatório de Bloomberg no início de novembro, revelou que o Citigroup e o JP Morgan Chase foram acumulando dinheiro. O primeiro quase duplicou a sua participação em dinheiro para US$ 244,2 bilhões de dólares. No caso deste último, o tesouro de caixa ascenderam a US$ 453,6 bilhões. No entanto, dada a acumulação de os principais bancos, o New York Federal Reserve Bank teve de tranqüilizar a comunidade financeira que está pronto para injetar liquidez maciça para sustentar o sistema.

Deve vir como nenhuma surpresa que o valor do dólar está se dirigindo para o sul.

Quando a volatilidade das moedas estão sendo degradadas, há aumentos no mercado de ações. Mas os ganhos não compensam os riscos e se alguém ainda está no mercado, eles serão eliminados no 1 º trimestre de 2010. O S&P pode ter disparado no início do ano, mais de 25 por cento, mas foi fora realizada por ouro. Os ganhos também têm ficado aquém da taxa oficial de inflação americana. Tem, de fato, entregue um retorno total após a inflação de cerca de menos 25 por cento. Quando Meredith Whitney observou que, "Eu não sei o que está acontecendo no mercado agora, pois não faz sentido para mim", é hora de sair do mercado rapidamente.

Em um relatório para seus clientes, a Société Générale advertiu que a dívida pública seria maciça nos próximos dois anos - 105 por cento do PIB no Reino Unido, 125 por cento, nos EUA e na Europa e 270 por cento no Japão. Dívida global atingiria US$ 45 trilhões de dólares.

Em algum momento, todas essas dívidas devem ser restituídos. Como é que essas dívidas serão restituídas?

Se formos pelo que Bernanke está pregando e praticando, isso significa mais de moeda de papel higiênico será criada para liquidar as dívidas.

Como resultado, a degradação das moedas vai continuar e isso vai agravar ainda mais as tensões existentes entre as economias concorrentes. E quando os credores têm bastante desse golpe de papel higiênico, é de se esperar reações violentas!

Fonte: Global Research - Red Alert: The Second Wave of The Financial Tsunami